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segunda, 09.03.2020

Ciclocidade luta para que todos possam usar a bicicleta como meio de transporte

Por Romy Aikawa

Fotografia: Divulgação/Ciclocidade
Fotografia: Divulgação/Ciclocidade

A bicicleta é um meio de transporte que faz bem à saúde e ao meio-ambiente. Porém, o uso desse veículo ainda não é uma opção para muita gente. "Mulheres negras moradoras da periferia são as que menos usam a bicicleta por motivos que vão desde não saber pedalar e ter menos acesso a bens até se sentir insegura diante dos riscos viários", diz Jô Pereira, diretora da ONG paulistana Ciclocidade, que trabalha para assegurar o direito de todos a utilizar a bicicleta para trabalho, deslocamentos ou lazer. "Queremos entender o que é preciso implementar e como dar assistência a elas para que se vejam incluídas nas políticas de ciclomobilidade", completa Jô.

Nos bairros periféricos de São Paulo, não só faltam lugares para pedalar de modo seguro, como também uma malha cicloviária que conecte os ciclistas às estações de trem e do Metrô e aos terminais de ônibus. É para tratar da relação de fatos como esses com questões de território, pertencimento, gênero e raça, que a Ciclocidade deu início, em 2020, ao projeto "Diálogos Sobre Rodas".

Fotografia: Divulgação/Ciclocidade



De acordo com a diretora Jô Pereira, o objetivo é utilizar os dados da pesquisa Origem e Destino, realizada pelo Metrô, para mapear in loco e levantar mais informações sobre a mobilidade por bicicleta nas diferentes regiões, de modo a criar ações para influenciar decisões do poder público.

A primeira ação do projeto foi realizada em fevereiro, no bairro de São Miguel Paulista. "Reunimos moradores e representantes de coletivos locais em um bate-papo no qual apresentamos o que foi mapeado e ouvimos suas demandas", conta Jô. "Esses encontros nos ajudam na construção de um curso de formação em mobilidade por bicicleta, para que mais pessoas compreendam e vivam o potencial dela como instrumento de transformação social e urbana", explica.

 

"Nos bairros periféricos de São Paulo, não só faltam lugares para pedalar de modo seguro, como também uma malha cicloviária adequada. "

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