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quinta, 05.09.2019

Jovem indígena atendido pela EDS planeja se juntar à ONG para ajudar o seu povo

Por Redação/Editora MOL

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Silas Miquiles tinha apenas 9 anos quando foi picado por uma cobra venenosa na aldeia onde vive, Sateré-Mawé, no Amazonas, e precisou amputar uma perna. Impossibilitado de pescar, caçar e jogar bola, entrou em depressão. Em busca de ajuda, seu pai, Lourival, recorreu aos Expedicionários da Saúde (EDS).

Aos 12, Silas ganhou da ONG uma prótese especial e pôde se reintegrar às atividades de sua aldeia, voltando até a ser goleiro de futebol. Hoje, aos 22, se alegra ao falar do apoio que recebeu. E planeja: "Quero me tornar um Expedicionário, para cuidar do meu povo".

Silas está entre os milhares de atendidos pela EDS em áreas isoladas da Amazônia. O projeto foi concebido por um grupo de amigos que, após conhecer a situação de vulnerabilidade da aldeia ianomâmi, no Pico da Neblina (AM), decidiu transformar suas caminhadas em meio à natureza em expedições de atendimento médico para as comunidades indígenas e ribeirinhas.

A EDS é uma das organizações contempladas pelo 1º Edital CUIDAR+ Revista Sorria. As doações da publicação ajudaram a ONG a realizar quatro expedições, levando serviços de saúde a populações indígenas no Maranhão e no Médio Rio Negro (AM) e a comunidades indígenas e tradicionais na Vila São Miguel, Arapiuns (AM), além de atendimento ginecológico às mulheres indígenas no Alto Rio Negro (AM). Juntas, as jornadas permitiram a realização de 1.310 cirurgias, 11.134 consultas médicas e odontológicas e 28.236 exames e procedimentos, além da doação de 3.598 óculos de grau e de sol.

Conheça mais sobre o trabalho da Expedicionários da Saúde clicando aqui.

"Aos 12, Silas ganhou da ONG uma prótese especial e pôde se reintegrar às atividades de sua aldeia, voltando até a ser goleiro de futebol."

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