Histórias
de Impacto

segunda, 01.03.2021

Walter é um dos fundadores do coletivo Jovem Tapajônico, que ensina jovens a terem olhar crítico sobre ações que acontecem na floresta do Rio Tapajós

Por Laura Guerra

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Walter Kumaruara, de 24 anos, nasceu na comunidade de Pedra Branca, na região do Rio Tapajós, no Pará. Desde criança, ele se envolvia com as atividades do Projeto Saúde e Alegria, que realizava ações relacionadas à saúde, como atendimento médico e à informação. 

Aos 9 anos, já atuava como repórter da sua comunidade, responsável por repassar as notícias do jornal de Pedra Branca para o Saúde e Alegria, proporcionando a troca de informações entre as comunidades ribeirinhas. Ele também se encantou com o trabalho de Circo Mocorongo, que promove educação em saúde, meio ambiente, cidadania comunitária e outros temas por meio da arte-educação. Depois, Walter participou do Teia Cabocla, que tem o objetivo de conscientizar os jovens sobre seus direitos e de toda a população com ações socioeducativas e culturais. 

Com 15 anos, Walter foi convidado pelo Saúde e Alegria para ser voluntário do projeto. "Atuava na conscientização de crianças e adolescentes sobre a saúde reprodutiva, ensinando o que era violência sexual e como se proteger dessas agressões", conta. Aos 18 anos, começou a trabalhar na Rede Juventude Floresta Ativa, atuando em atividades para a formação e o engajamento de jovens nas comunidades.

Durante a pandemia, Walter participou do projeto Com Saúde e Alegria, Sem Corona. "A gente fez a entrega de kits de higiene para famílias da região. Cada uma que recebia os kits era uma alegria imensa. Às vezes, me vestia como palhaço e fazia brincadeiras para falar sobre os temas", conta.

Walter é um dos fundadores do coletivo Jovem Tapajônico, que ensina os jovens a terem um olhar crítico sobre as ações que acontecem na floresta. "Falamos sobre o uso do agrotóxico, as madeireiras, o garimpo. Queremos fortalecer esse público, mostrar que ele tem o papel de defender a floresta", diz.

"Aos 15 anos, Walter foi convidado para ser voluntário do Saúde e Alegria e atuar na conscientização de crianças e adolescentes."

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