Histórias
de Impacto

segunda, 01.02.2021

Com o apoio da ASEC, Marco entendeu suas emoções e conseguiu falar sobre elas com os pais

Por Laura Guerra

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Aos 10 anos, Marco Antônio Cabral, de São Paulo, tinha dificuldade em expressar os próprios sentimentos, culminando em episódios de chateação, irritação e tristeza. Além disso, na época, ele começou a demonstrar ciúmes da irmã mais nova, que havia começado a frequentar a escola e precisava de mais atenção dos pais. "Era difícil ele falar sobre o que estava sentindo, era difícil tirar algo dele", comenta sua mãe, Patrícia, de 46 anos. 

Naquele ano, Marco entrou em contato com um dos projetos desenvolvidos pela Associação pela Saúde Emocional das Crianças (ASEC), o Amigos do Zippy, um programa de educação emocional que ensina crianças pequenas a lidar com as dificuldades do dia a dia, estimulando-as a identificar e a falar sobre seus sentimentos e a explorar várias maneiras de encará-los. O Amigos do Zippy foi trazido para a escola de Marco pela professora Sônia, hoje vice-diretora do colégio. O projeto conta com aulas semanais em que são trabalhadas diversas emoções a partir de situações comuns do cotidiano, por meio de histórias contadas sobre um grupo de crianças e o Zippy - um inseto bicho-pau. "Depois do primeiro dia de aula do Amigos do Zippy, Marco chegou em casa super animado contado sobre a experiência", conta Patrícia. 

Com o projeto da ASEC, Marco aprendeu a lidar melhor com seus sentimentos e pôde, então, falar sobre eles com os pais. "Ele melhorou muito. Mudou o jeito de conversar e de encarar os problemas", explica Patrícia, que acompanhou a evolução do filho durante o projeto - eles sempre conversavam sobre a aula enquanto almoçavam. "Lamento que tenha acabado, mas os aprendizados ficaram", afirma. 

Hoje, três anos depois, Marco entende melhor a si mesmo. A professora Sônia, que recebeu um curso de preparação para dar as aulas do projeto Amigos do Zippy, notou a mudança nas crianças e até em si mesma. "Aprendi a lidar melhor com as minhas emoções e a ouvir mais o que os outros tem a dizer. Cresci como pessoa e como profissional", afirma. 

"Ele melhorou muito. Mudou o jeito de conversar e de encarar os problemas!"

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