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sexta, 01.01.2021

Na aBraço a Microcefalia, Ágatha encontrou ajuda fundamental para de desenvolver

Por Laura Guerra

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Ágatha, 5 anos, é portadora de microcefalia, uma malformação congênita no sistema nervoso central. Em uma das idas até um hospital em Salvador, para uma consulta da filha, Daniele Tomaz Sousa, 21 anos, encontrou uma mãe associada à aBraço a Microcefalia, que recomendou a instituição.

Depois de alguns meses, quando Ágatha tinha pouco mais de 1 ano, Daniele resolveu levar a filha a uma das oficinas da aBraço. Depois daquela visita, as duas nunca mais deixaram de ir à associação.

Daniele e Ágatha são de Taperoá, uma cidade no interior da Bahia. Até a ABraço, em Salvador, são quatro horas de viagem, mas a distância não as desanima. "É o único lugar em que consegui uma assistência, pois na minha cidade não tem", afirma. Lá, mãe e filha foram acolhidas e não se sentem julgadas pelos outros. "Todos são muito afetuosos. Ninguém te olha diferente porque seu filho não anda ou porque ele baba. Todo mundo entende e sabe como é. Compreendem a dor do outro", conta Daniele.

Após três meses frequentando as oficinas temáticas e os eventos festivos promovidos pela aBraço, Ágatha conseguiu uma vaga para iniciar acompanhamento de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional semanalmente. "Percebo que ela está ganhando, aos poucos, mais autonomia", comenta Daniele. Por causa da pandemia causada pelo coronavírus, atualmente as idas à instituição acontecem a cada duas semanas.

No início de novembro de 2020, Daniele se tornou voluntária na aBraço, ajudando na área de captação de recursos. Para elas, o pessoal da ONG se tornou uma segunda família. "Eles fazem muito mais do que apenas o auxílio na área da saúde." 

"É o único lugar em que consegui uma assistência, pois na minha cidade não tem!"

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