Histórias
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terça, 01.12.2020

Graças ao atendimento da Renovatio, Talia poderá perseguir o sonho de cursar medicina

Por Laura Guerra

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Em 2016, a Renovatio promoveu uma ação social na Comunidade Nossa Senhora, no Amazonas. Foi assim que Bruna Ferreira, oftalmologista e coordenadora da ONG, conheceu Talia Pantoja, uma menina que desejava cursar medicina. Na época, ela tinha 11 anos e ficou alegre em poder conhecer um médico, pois era a primeira vez que um ia até a sua comunidade. 

As consultas promovidas pela Renovatio aconteceram dentro de uma igreja. O espaço foi cedido pelo pastor, que é pai de Talia. Como já tinha interesse na área médica e para ajudar os profissionais, ela se voluntariou para preencher as fichas de cadastro dos pacientes. No último dia, Bruna notou que Talia ainda não tinha realizado uma consulta. Mesmo sem queixa de sintomas, a médica decidiu examiná-la. Então, descobriram que Talia tinha oito graus de hipermetropia, uma condição que dificulta a visão de perto. Porém, seu grau era tão alto que também a afetava para enxergar de longe. "Ela não conseguia ver nada que estivesse a partir de trinta a quarenta centímetros de distância", explica Bruna.

Nas aulas, Talia escrevia no caderno o que escutava do professor e, no final, pedia para que não apagassem o quadro para que ela pudesse copiar o que estava escrito nele. "Ela tinha muita dor de cabeça pelo esforço que fazia para enxergar", afirma Bruna. Segundo a médica, quando a menina ganhou o par de óculos pode sonhar de novo. "Ela disse que agora podia estudar mais para fazer medicina", conta Bruna.

 

"Ela não conseguia ver nada que estivesse a partir de trinta a quarenta centímetros de distância."

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