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segunda, 01.07.2019

Saiba como está o Brayhan, primeiro paciente do GRAACC que teve história contada na Sorria

Por Redação/Editora MOL

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Brayhan foi o primeiro paciente do GRAACC retratado na Sorria: apareceu na edição número 1. Em 2008, ele estava enfrentando um linfoma de Hodgkin (câncer que ataca o sistema linfático). Teve alta um ano depois, após tratamento baseado em radioterapia. Na época, recém havia sido alfabetizado. Hoje, estuda inglês para fazer intercâmbio e sonha se formar em arquitetura ou design automotivo.

Relembre a história do Brayhan, contada há 60 edições

Brayhan Santana Silva tem 7 anos. É de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Aprendeu a ler faz pouco tempo e ainda acha algumas palavras difíceis. Prefere os gibis do Cascão, em que ele corre da chuva, e adorou João e o Pé de Feijão. "Porque o João ajuda a mãe", explica. Na escola, só quer saber de matemática. Gosta de jogar bola, de esconde-esconde e de brincar de polícia e ladrão com os primos - especialmente depois que eles criaram a regra em que o mocinho não apenas precisa pegar o bandido, mas também cuspir água nele, guardada nas bochechas bem cheias.

Fotografia: Rodrigo Braga/Editora MOL



Quando crescer, está decidido a jogar no São Paulo. Não tem medo de filme de terror, mas baleias assassinas o apavoram, mesmo sem nunca ter visto o mar. Adora videogame. "Dos jogos de moto, porque ela empina, e de carros, porque derrapam", recomenda. Seu prato preferido é bife com batata frita. "Gosto de tudo, menos de cebola", confessa. Não cansa de assistir a Esqueceram de Mim e morre de rir com as armadilhas que o Pica-Pau prepara. Queria muito andar em um trem-fantasma, mas a mãe ainda não deixa. "Nunca fui na minha vida inteira!", protesta. Tem dois vira-latas, o Bambic e a Fofinha, e um hamster. Teve outro rato, mas um gato comeu.

Quando está em casa, gosta de desenhar no pé do pai, como se fosse tatuagem. Com a irmã, Brenda, de 4 anos, monta barracas com cadeiras e cobertas, brinca de carrinho e de dar banho nas bonecas. Há nove meses, Brayhan está em tratamento no hospital do GRAACC. Se por acaso encontrar a lâmpada do Aladin por aí, vai pedir primeiro para ser curado. Depois, para acabar com a poluição e, por último, um teclado. Já sabe tocar o dó-ré-mi-fá e Atirei o Pau no Gato

"Hoje, Brayhan estuda inglês para fazer intercâmbio e sonha se formar em arquitetura ou design automotivo."

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