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terça, 10.03.2020

"Eu fui o primeiro da minha família a entrar na faculdade", conta jovem que vive do esporte

Por Karina Sérgio Gomes

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

A relação entre o estudante de educação física Lucas Fernandes Bezerra, de 23 anos, e a Fundação Gol de Letra, em São Paulo, já completou uma década. Quando tinha 13, Lucas ficou sabendo por meio de amigos do projeto da Gol de Letra na Vila Albertina, zona norte da capital paulista, onde morava. "Eu saía da escola e ficava na rua ou em casa sem fazer nada. Mas sempre fui muito ativo, e não tinha onde extravasar até começar a frequentar as aulas de capoeira da Fundação", conta.

Durante as atividades, conheceu profissionais que o motivavam a querer cada vez mais se aproximar do esporte. E fez até o curso de jovem monitor, para auxiliar os professores nas aulas.

Como a situação financeira da família estava complicada, com os pais desempregados, Lucas conseguia, com a bolsa auxílio que recebia da Fundação pelo trabalho como monitor, ajudar nas despesas sem deixar de frequentar as aulas. Seu bom desempenho também proporcionou uma bolsa de intercâmbio de 15 dias na França!

A convivência com os professores lhe deu uma nova perspectiva de vida. Fez curso técnico em organização esportiva e está terminando a faculdade de Educação Física. "Eu fui o primeiro da minha família a entrar na faculdade", diz, orgulhoso. Atualmente, ele é recreador da Fundação Gol de Letra, e um exemplo para os frequentadores. "Eles sabem que eu sou do bairro e ganho para dar aula. As pessoas me dizem: 'quero ser igual a você'. Isso me deixa muito feliz", conclui.

 

"As pessoas me dizem: 'quero ser igual a você'. Isso me deixa muito feliz!"

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