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sexta, 01.01.2021

Na Obra do Berço, Bernardo contou com o apoio de colegas e professoras para se recuperar depois de passar por cirurgia no crânio

Por Laura Guerra

Fotografia: acervo pessoal
Fotografia: acervo pessoal

Bernardo nasceu com uma malformação no crânio, chamada trigonocefalia, que impede o crescimento correto do cérebro, podendo causar atrasos no desenvolvimento. O problema foi diagnosticado depois que sua mãe, Renalda Fonseca Brito, 42 anos, o levou ao médico. Os exames revelaram que a cirurgia precisava ser feita o quanto antes. 

No início de 2018, aos 2 anos, Bernardo foi matriculado no Centro de Educação Infantil Maria Estefano Maluf, da Obra do Berço, em São Paulo. "Precisava deixá-lo em um lugar de confiança enquanto ia trabalhar", conta Renalda. No começo, o menino chorava bastante, além de mostrar resistência para participar das atividades de grupo e brincar com os colegas. "Conforme ia crescendo, ele não apresentava a mesma desenvoltura das outras crianças. Tinha problemas em se envolver, não falava, não tinha destreza nos movimentos", afirma a mãe. 

Depois de alguns meses de espera, Renalda conseguiu que o filho fizesse a cirurgia pelo SUS. Depois do procedimento, Bernardo precisou ficar três meses em casa. Quando voltou à Obra do Berço, teve uma surpresa logo no primeiro dia. "Ele precisava usar boné ou touca para evitar o contato dos colegas com os pontos. Então, as professoras incentivaram as outras crianças a também irem de boné ou touca, para que ele não se sentisse diferente. Foi muito bacana o que fizeram", explica Renalda. 

Depois da cirurgia e com o acompanhamento feito pela Obra do Berço, Bernardo se tornou mais independente. "As professoras incentivaram, ajudaram na fala e com os movimentos. Agradeço por terem tido paciência, antes e depois da cirurgia. O apoio foi muito importante para toda a nossa família", revela Renalda. 

Hoje, Bernardo está recuperado e tem um desenvolvimento de acordo com sua idade. "Quero que meu filho continue crescendo bem, que tenha um futuro brilhante e escolha uma profissão bacana para seguir", diz Renalda.

"As professoras incentivaram, ajudaram na fala e com os movimentos!"

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