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terça, 01.09.2020

"Fico feliz de existir um lugar como a Obra do Berço"

Por Laura Guerra

Fotografia: Déborah Moreno
Fotografia: Déborah Moreno

Aos 21 anos, Maria Aparecida Silva mudou-se de Minas Gerais para São Paulo. Na cidade, teve sua primeira filha, Josiane Silva Ferreira, que foi matriculada na Obra do Berço aos 11. Na época, a ajuda da instituição permitiu que Cida conseguisse trabalhar para sustentar a família.

Seu filho caçula, Fernando Silva Vieira, 3, também frequenta a ONG desde o início de 2019. Ela conta que percebia que o pequeno tinha um comportamento diferente do das outras crianças, o que foi notado também na instituição, onde ele demonstrava dificuldade para se comunicar e seguir a rotina de atividades. "Ele ficava bem nervoso e agitado, não conseguia dormir no horário adequado e nem interagia com os outros", diz Cida, atualmente com 45 anos. Foi por indicação da Obra do Berço que ela buscou o encaminhamento do filho para um neurologista e descobriu o diagnóstico de autismo dele.

Juntamente com o acompanhamento médico, a instituição passou a reforçar as atividades pedagógicas com Fernando, para que ele se sentisse incluído e acolhido. As mudanças são notáveis: "Agora, ele olha nos olhos e consegue segurar copo, talheres e brinquedos", afirma Cida. Fernando também se tornou muito querido pelos colegas e pelas professoras. "Vejo que as outras crianças estão sempre cuidando dele", conta a mãe.

Para Cida, a ONG é essencial para o desenvolvimento de Fernando, pois oferece a ele um espaço seguro e de aprendizado. "Fico feliz de existir um lugar como a Obra do Berço", diz.

"Agora, ele olha nos olhos e consegue segurar copo, talheres e brinquedos."

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