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segunda, 13.04.2020

Presidente da TPE fala sobre a educação no país durante e pós-pandemia

Por Todos Pela Educação

Fotografia: Divulgação/Todos Pela Educação
Fotografia: Divulgação/Todos Pela Educação

Com a crescente disseminação do novo coronavírus e a ampliação das medidas de isolamento social, não apenas a saúde, a economia e a proteção social entraram em crise, como também as redes de ensino que, diante da necessidade de conter a Covid-19, suspenderam as aulas temporariamente. Para debater esse e outros assuntos que vêm mobilizando pais, alunos, professores, especialistas e lideranças públicas, Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação, esteve no programa Roda Viva da TV Cultura, nesta segunda-feira (13).

Assista ao programa completo:

São muitos os temas importantes a serem destacados diante dos desafios da situação atual, como o Ensino a distância e a garantia da aprendizagem nas atividades remotas para o Ensino Fundamental e Médio, os desafios no apoio das famílias aos estudos neste período e do preparo para a volta às aulas. Esses são assuntos que têm preocupado educadores e famílias por todo o Brasil e que aguardam uma resolução que os regularize, documento que está em definição no Conselho Nacional de Educação (CNE).

"Infelizmente, não existe uma solução perfeita para essa situação em nenhuma nação do mundo, todos estão descobrindo e buscando as melhores práticas. Por isso, é tão importante o período de retorno às aulas. Será nesse momento que teremos de avaliar o que as crianças aprenderam e traçar planos para a recuperação e mitigar as desigualdades", disse. Esses são temas que já estão no foco do Todos Pela Educação, que redirecionou grande parte dos esforços no apoio a educadores, gestores educacionais e famílias para enfrentar o cenário fora do comum causado pelo novo coronavírus.

Durante a entrevista, Priscila também analisou o desempenho do Ministério da Educação (MEC) diante desse cenário incomum de crise também para a Educação. "Nós precisamos de uma liderança nacional batendo o bumbo, guiando as pessoas de forma coordenada. Não existe uma ideia clara de qual é a função de um ministério da Educação. Nesse momento, há uma série de tarefas a serem executadas em coordenação com os Estados e Municípios, por isso é tão importante os espaços de negociação para entender o que acontece na ponta. Foi lema do governo 'menos Brasília, mas Brasil', mas, falta ouvir o que está acontecendo nas localidades. Precisamos, por exemplo, de coordenação nacional na definição de uma avaliação diagnóstica, na questão da merenda e em como lidar com as avaliações nacionais", criticou.

Além disso, não é apenas a situação do ensino durante a pandemia que deve preocupar os brasileiros, há temáticas fundamentais para a qualidade da Educação a longo prazo que devem permanecer no radar, como a crise de aprendizagem, que já ocorre no Brasil há anos, e a aprovação de um novo modelo de financiamento para o Ensino Básico - o Novo Fundeb, tema o qual o Todos tem qualificado ao longo dos anos e é parte de uma agenda de sete prioridades elaborada pelo Todos para que o Brasil dê um salto de qualidade, o EducaçãoJá!. Esses são assuntos que exigem a atenção da sociedade e precisam ser prioridade do Ministério da Educação (MEC) que ainda insiste em alimentar polêmicas distantes da real necessidade dos alunos e estudantes brasileiros, temas que foram abordado no I Relatório de Acompanhamento Anual Educação Já!, lançado pelo Todos em março.

"Fazer política educacional é uma sequência de ações entrelaçadas. É preciso convencer e ter pessoas engajadas em implementar as políticas até chegar a sala de aula. Sem articulação do MEC com as redes de ensino não há conversa, pois do alto das redes sociais fazendo confusão não vai dar certo. Quem quer resultado não pode aplaudir confusão. A confusão é antagônica a resultados. O aplauso tem de ir para os resultados", ponderou Priscila. 

"Nós precisamos de uma liderança nacional batendo o bumbo, guiando as pessoas de forma coordenada."

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